terça-feira, 29 de setembro de 2026

O VALOR DO VOTO



Durante a República Velha (1889-1930), que prevaleceu no Brasil, houve o máximo da corrupção eleitoral, constituída basicamente nas diversas formas de compra e venda de votos — verdadeiro balcão de negócios. O chamado famigerado curral eleitoreiro — um dos fatores do crescente déficit democrático herdado no Brasil contemporâneo.

Diante desse déficit democrático histórico, que culmina na ausência de políticas públicas reais, faz grande mal à política verdadeira, à cidadania, à soberania e a sociedade civil organizada. Cidadãos e parlamentares decentes de todas as esferas da União se sentem contaminados com esse estado de coisas inescrupulosas. Além disso, sobretudo, o debate de ideias — primordial nas comunidades — irá conduzir à consolidação e eficácia das necessidades locais por meio de projetos populares.

Nessa perspectiva, tanto os políticos quanto a comunidade se tornarão a verdadeira democracia direta, distantes da verdadeira democracia direta, tão longe de nossos políticos tradicionais atuais. Ora, a política real é uma ciência da arte, da persuasão e do convencimento, de criar crenças e formar cidadãos críticos e aptos em defesa de seus direitos.

Ao contrário, ou seja, o autoritarismo dos coronéis da República Velha — políticos ou não, que realizaram políticas sem o agir comunicativo desses dois elos: cidadãos e políticos — conduzia ao abandono e à distância de muitos municípios e vilas e das próprias comunidades. Outro resultado é a descrença que se faz hoje nos eleitores brasileiros (com toda a razão), e o que é visto é o distanciamento entre os políticos e a comunidade. Não há corpo a corpo entre esses atores, e o motivo pelo qual não é necessário abordar aqui.

Os vícios da política brasileira, que vêm de longe, em muitos municípios são considerados os vírus contagiosos da compra e venda de votos, que resultam na quebra do elo comunidade-política, porque quem compra não tem compromisso com ninguém e quem vende perde a sua arma de ataque, que é o voto. Assim, nesse mercado truculento, não se permite aos atores (políticos e eleitores) a prática do debate de ideias de mudanças democráticas. O ciclo se fecha na omissão, e tudo se repete na farsa hodierna.

Enfim, nesse contexto, as alternativas democráticas se perdem juntamente com as reivindicações da sociedade civil organizada: tanto abaladas no bojo dessa política insignificante, inócua e perniciosa. Admite-se, portanto, nos dias de hoje, o avanço tecnológico associado a novos políticos com velhos costumes saídos da República Velha do início do século passado.

Newton Emediato Filho é natural de Belo Vale e especialista em Política pela Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), vinculado à UFMG.


Veredas convergentes: 0 encontro necessário; a inquietação humana, entre os elementos da natureza com a sensibilidade do homem.








Neste trabalho tenta-se analisar a visão pedagógica de João Guimarães Rosa incorporada no comportamento de Miguilim, convergindo-se com o marco teórico em Jean Piaget, no que se refere ao conhecimento, sobre interpotencialidades (biológico e mental)-, da inteligência inerente ao personagem. Miguilim que traz em si a criança em idade escolar, demonstrando sua endogenia chamada inteligência, saber, cultura e comportamento.


As categorias básicas de Miguilim podem ser observadas em muitos momentos da novela em suas estruturas amplas, móveis e estáveis, defende Jean Piaget, em um processo inesgotável na busca do epistêmico: aberto ao meio e fechado à organização, é, portanto, Miguilim um sujeito epistêmico; aberto ao mundo, apresentado durante todo o tempo na narrativa a sua dialética com seus familiares; outros personagens; o meio físico, os animais domésticos; a cadelinha Pingo-de-Ouro... habitantes da distante mata do Mutum. No entanto, uma relação epistemológica, que ocorre várias vezes, ambígua, entre a vida e a morte.


Procede observar em Miguilim a mais profunda estrutura genesíaca da formação do conhecimento, exemplo explícito, psicogenético, no diálogo com o seu irmão Dito: " Dito eu às vezes tenho uma saudade de uma coisa, que não sei o que é nem de onde vem, me afrontando."(Rosa, 1984, pg. 61).


Ou melhor dizendo, Miguilim busca incessantemente, de forma natural, o conhecimento brotando da própria vida. Nos diálogos de Miguilim, em todos os momentos, deixam aflorar a gênese das formas elementares da dialética do conhecimento, de origem psicogenética, o que ocorre em todos Miguilins para sustentar o conhecimento na construção do sujeito, na ação, de si a si, em profunda interação com o objeto (que é tudo, menos o sujeito) e se processa de forma clara na perspectiva da visão de mundo em favor da objetivação daquilo que o objeto é ao menos nos limites do social ou individualmente cognoscível.


Eis a dialética do conhecimento em sua tríplice dimensão: "interiorizável (perspectiva do sujeito) e exteriorizável (na perspectiva do objeto) e, por última a perspectiva sintetizante (modelos)" (Piaget, 1973, p. 38). Sendo esta definição o que Jean Piaget chamou de dialética do conhecimento; pela qual se processa de forma natural conduzindo o sujeito em consonância com o mundo relacionando-se o binômio sujeito e objeto, quando, nasce o que se chamou de "tertium", o que é cibernético orientando-se definitivamente na "teoria da auto-regulação".


Entretanto há, pertinentes análises na novela Campo Geral encontrada neste cenário do personagem citado, que observa, para se levar a efeito o processo da auto-regulação orgânica que poderá se fundamentar o processo de avaliação na condução e inserção do desenvolvimento continuado do conhecimento do (docente e discente); e, assim, potencializando a estrutura filogenética (espécie, desenvolvimento-histórico) e a ontogenética (individual, desenvolvimento-morfológico). Observa-se, portanto, na personagem Miguilim e demais outros, à ocorrência genética da adaptação, que na verdade, é o equilíbrio entre a assimilação e a acomodação (que é dinâmica) e, assim, comparativa, caracterizada pela assimilação cognoscitiva.


Ao empregar o artigo indefinido "um", no início da novela do livro Corpo de Baile: na novela Campo Geral: Um certo Miguilim morava com sua mãe, seu pai e seus irmãos...(Rosa, 1984, p. 13). João Guimarães Rosa revela-nos sua capacidade de universalizar detalhes, no instante da palavra adotada ou criada. Podemos observar nesta obra o diálogo de Miguilim com sua mãe, o qual vem ilustrado pela parlenda: "Vaga-lume, lume, lume, seu pai, sua mãe, estão aqui!..." (Rosa, 1984, p. 79). Esta parlenda remete-se, indubitavelmente, a constatação genética em que a espécie (muito especial à humana), é o ancestre e também o descendente; no qual, a mãe vem proteger o filho contra o medo da escuridão, daquele lugar de total abandono... N'outro diálogo: "Mãe que é que é o mar, Mãe? Mar era longe, muito longe, dali, espécie de uma lagoa enorme, um mundo d'água sem fim, Mãe mesma nunca tinha avistado o mar, suspirava." Pois, Mãe, então mar é o que a gente tem saudade?"Miguilim parava." (Rosa, 1984, p. 79). Nesse ínterim, a inteligência com sua estrutura psicogenética (existente em todos os Miguilins); quando Miguilim reflete, atuando na construção do conhecimento e por processo orgânico e contínuo, segundo análise do desenvolvimento cognitivo, pela assimilação da relação com o mundo, que logo se depara numa lacuna onde o objeto de ação educativa se faz ausente.


Nessa perspectiva que os inúmeros modelos de uma ação pedagógica genuinamente na obra de João Guimarães Rosa vão subsidiar a escola sendo coadjuvante do processo de construção do conhecimento, que, por extensão, interfere no próprio meio onde se encontra a escola, dando-lhe bases de auto-sustentação e, por conseguinte, preservação humana e ambiental. Integram-se, a partir daí, as categorias básicas do sujeito (docente e discente), descritas epistemologicamente: inteligência, saber, cultura, comportamento, que se concerne no universalismo de um certo Miguilim que habita nas veredas compostas pelos elementos da natureza: água, terra, ar e fogo, embora, sofrem também a degradação humana a ser reversível. Ambos, criança e ecologia, abandonadas a toda intempérie.


O encontro quase enigmático entre o criador e seu personagem, nos momentos finais da trama, demonstra o caminho, e é ele, o personagem, Miguilim, que será o objeto da ação sócio-educacional. Portanto, apesar da migração, mister a permanência dessa criatura em seu estado natural, concepções diametralmente opostas, mesmo assim, à postura humana do criador de galvanizá-la tendo como a posteriori os ensejos: a ação permanente da palavra citada, a preocupação com o homem e, em especial, preservação das tradições culturais. A homogeneidade de linguagem se predestinando única, padronizada, obtida através da mídia: a televisão, que ocorreu e ocorre, se difundiu rapidamente no sertão dissipando outros diálogos; impedindo outros encontros e, simultaneamente, à transferência destes atores para os grandes centros urbanos brasileiros em busca de sobrevivência.


Acarretando dois fatores cruciais de ruptura cultural. Um o fim da questão da atividade da cultura de subsistência, à harmonia comunitária, destes pequenos agricultores e outro fator situado entre a fronteira; ou melhor, intrinsecamente ligado ao fator primeiro, que é a perda nítida de identidade. Um dos fatos mais cruel imposto que ocasionou a esta perda de identidade caracterizada pelos costumes, vivência e hábitos dos sertanejos, fora à extinção do trem-de-ferro no final da década de oitenta do século passado. Atitude governamental de extrema persuasão autoritária deste ato que dirimiu as tradições culturais mineiras, verificando total desrespeito aos valores humanos da cultura endógena de um povo, em seu ethos natal. Numa inversão de valores significativos e de consequências sociais nefastas: o que deveria manter o termo subsistência troca-se por sobrevivência e por fim de transformação por transferência.


Estas mudanças perniciosas degeneram as relações humanas variáveis culturais que deveriam ser imortalizadas. Dai a relevância visceral da obra Roseana, documento de preservação cultural, que se mantém de forma perene e é capaz de regenerar todo esse processo dizimado, cujo objeto para agir é obtido pelo próprio conhecimento. O que leva além da superficialidade humana é a degradação do meio ambiente principalmente quando esse contingente se concentra nas periferias dos centros urbanos. Persistindo ainda, neste campo fértil de trabalho, acessivel, o discurso escuro; ainda que inteligível, elegante, porém de uma vacuidade mórbida - dispersa...


Fundamental que trilhemos a trilha de terra a discutirem teses no concreto das cidades. As veredas estão abertas nesse universo lúdico roseano, basta-nos configurá-las em busca do desenvolvimento. Quando Miguilim depara-se com a descoberta de um novo mundo no instante em que o doutor Lourenço, capta sua miopia e sensibilizado, lhe empresta os óculos; demonstrando real afeição à criança, relação de grande afinidade, irá, então, Miguilim estabelecer novamente inserção com a alegria.


No segundo encontro, pela manhã na passagem do doutor, em busca do pequeno, mas uma vez seus óculos, objeto que reintroduz a descoberta e a ânsia de Miguilim pedindo os óculos, para despedir de seus familiares, do lugar. Ele observa a todos, todo o meio-ambiente e diante da presença de seu tio Terëz, diz: "- Tio Terêz, o senhor parece com Pai..." (Rosa, 1984, p. 142). Nota-se, mesmo naquele instante, que Miguilim logo pensará no pai, em sua figura. Por que? Se mal enxergava como ele vislumbra e assimila a imagem do pai? O leitor atento perceberá logo de imediato que nos entreveros entre Miguilim e seu pai momentos em que quando o pai lhe pegará nos braços para castigá-lo. De tal forma que essa proximidade fizera com que Miguilim visualizasse melhor às caracteristicas faciais do pai. Então ele busca a imagem e lembra do pai, numa cena impregnada com todo seu afeto. O afeto...


Novamente o autor, nas entrelinhas, vida e obra tudo se relaciona, transcende-se, e João Guimarães Rosa nos faz meditar quando em seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras nos relata:  o afeto propõe fortes e miúdas reminiscências… .


Miguilim, muitas vezes, constrói o seu conhecimento pelo saber inconsciente. Porque o sentimento de afeição mútua ocorre sempre com outros elementos: de compreensão, de percepção e este sentimento de alegria é cognitivo. Nas fusões de imagens do pai, o irmão Dito morto e da estimada e saudosa cadelinha "Cuca Pingo-de-Ouro... Miguilim, em misto de sentimentos nobres, busca com sua força energética novamente a afetividade com a surpresa da fala de um papagaio domesticado," Sempre alegre, Miguilim... Sempre alegre, Miguilim..."(Rosa, 1984, p.142). O elemento da natureza, ao som da fala do papagaio, e o menino segue montado no burrinho, com seu farnel, em busca de novos territórios. O alimento é fulcral, o alicerce, que irá evidenciar esses elementos, (afeto, alegria, compreensão e percepção), na consolidação do saber e do conhecimento.


E o doutor com toda emoção escancarada tenta escondê-la, sabendo de antemão as passagens de vida de Miguilim. A presença do doutor e seu pragmatismo salutar ameniza, desdramatizando, o futuro da criança. E é dele, do doutor, a posse do saber e do conhecimento, instrumentos a serviço da ação, porque raro o instante em que o criador se interage com sua criatura como o único sentido de salvá-la. Também, "as instituições democráticas", responsáveis pelas demandas paradoxais do outro; que, podem legitimar a transformação necessária do homem, indicando lhe o norte, o caminho certo.


Miguel, já adulto, trafegando pelo sertão afora, baldeando produtos veterinários, se lidando com vacinação de gado, com toda a sua instrução como provável profissional da área, "Noites do Sertão" (Rosa, 1984, p. 108).


Portanto, Miguilim está lá, com seu conhecimento telúrico, assimilante e sua obtemperação, como o campo aberto para o processo cognitivo, sequencial e irreversível. Sua mãe, mesma, que toma a decisão com o destino profissional de Miguilim, assim como tantos outros pelo sertão afora... inspiração para a trajetória da Escola Sagarana de Minas Gerais-, porque ele sente pesar de abandonar seu bonito Mutum.


Referências bibliográficas:


PIAGET, Jean. As Formas Elementares da Dialética. São Paulo, Casa do Psicólogo. Livraria e Editora Ltda, 1996.


PIAGET, Jean. Biologia e Conhecimento:ensaio sobre as relações entre as relações orgânicas e os processos, Cognicitivos. Petrópolis, Vozes, 1973.


PIAGET, Jean. Epistemologia Genética, São Paulo. Ed. Martins Fontes, 1990.


PIAGET, Jean. O Nascimento da Inteligência na Criança. Rio de Janeiro, Zahar, 1982.


PIAGET, Jean. Psicologia e Epistemologia. Rio de Janeiro, Forense Universitária, 1970..


PIAGET, Jean. Psicologia e Pedagogia. Rio de Janeiro, Forense Universitária, 1978.


ROSA, João Guimarães. Manuelzão e Miguilim. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. 13-61-79-79-142-142


ROSA, João Guimarães Noites do Sertão. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. 108.


  • Ensaio apresentado no segundo Seminário Inter. Guimarães Rosa na PuC/Minas

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

FliTabira 2026

-  É com imensa alegria que estarei realizando lançamentos dos meus livros nas terras de Carlos Drummond de Andrade !

Destaque para a segunda edição de Um Tempo para Ler, um livro que reúne cinco contos premiados ao longo da minha trajetória literária. Além disso, esta nova edição conta com o prefácio da professora e criadora de conteúdos literários, Cacília Nogueira 

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

PROJETOS INFANTOJUVENIS - Lei de Incentivo Federal - 2025


📚 Um Menino que Passou a Ler — Projeto Cultural e Socioeducativo

Ilustrações de Uendel Assis Dias (UEMG)

Esse projeto literário foi oficialmente aprovado e reconhecido pelo Ministério da Cultura e transformado em um projeto cultural com direito à captação de recursos.

Aqui está um panorama do que ele representa:

🌟 Objetivos do Projeto

  • Distribuição de livros: Edição de 2.000 exemplares do livro.
  • Apresentações públicas: Realizadas em nove cidades mineiras, em espaços culturais, educacionais e assistenciais.
  • Promoção da leitura: Incentivar o hábito da leitura literária como forma de prazer, algo transformador e desenvolvimento pessoal.
  • Formação cidadã: Estimular o pensamento crítico, a autoestima e a interação social.
  • Distribuição de livros em braile para serem distribuídos de forma gratuita às instituições que promovem a defesa de deficientes visuais.

📖 Resumo

O protagonista é um estudante do ensino fundamental que, inicialmente, vive uma série de conflitos e atitudes antipedagógicas. Após enfrentar rejeição e isolamento, ele passa por um processo de autocrítica e transformação. Descobre o prazer da leitura, recupera sua autoestima e reconstrói suas relações sociais. A história mostra como a leitura pode ser um instrumento poderoso de mudança e felicidade na infância.

Esse projeto é um exemplo inspirador de como a literatura pode impactar vidas e comunidades em nove cidades de Minas Gerais.

Você pode se envolver no projeto cultural de várias maneiras, dependendo do seu interesse e disponibilidade. Aqui estão algumas opções:

📌 Formas de Participar

  • Apoio financeiro ou institucional: O projeto foi aprovado pelo Ministério da Cultura e está autorizado a captar recursos. Empresas e pessoas físicas podem apoiar via leis de incentivo à cultura (Federal), recebendo benefícios fiscais, ou seja o projeto está enquadrado no Artigo 18, ou seja, a renúncia fiscal de 100% no Imposto de Renda.
  • Participar das apresentações: O projeto realiza eventos em nove cidades mineiras, em espaços públicos e assistenciais. Fique atento à programação local para assistir ou colaborar com a organização.
  • Divulgação e voluntariado: Você pode ajudar divulgando o projeto nas redes sociais, escolas ou bibliotecas. Também pode se voluntariar para ajudar nas apresentações ou na distribuição dos livros.
  • Doação de livros ou materiais: Embora o foco seja o livro do autor, iniciativas paralelas como doação de livros para bibliotecas comunitárias ou escolas podem fortalecer o impacto do projeto. É a promoção da acessibilidade em que 200 livros em braile serão distribuídos de forma gratuita as instituições humanitárias que protegem os deficientes visuais.

Quais são os benefícios fiscais para apoiar o projeto?

Apoiar projetos culturais como Um Menino que Passou a Ler por meio da Lei de Incentivo à Cultura oferece benefícios fiscais bastante atrativos para pessoas físicas e jurídicas no Brasil. Aqui está um resumo claro:

💰 Benefícios Fiscais para Incentivadores

👤 Pessoa Física:

  • Dedução no Imposto de Renda: Você pode deduzir até 100% (Projeto enquadrado no Artigo 18) do imposto devido ao apoiar projetos aprovados pela Lei de Incentivo Fiscal Federal – Ministério da Cultura – Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura.
  • Forma de apoio: Basta fazer a doação ou patrocínio e incluir o recibo (Mecenato) comprovante na declaração de IR.

🏢 Pessoa Jurídica (Lucro Real)

  • Dedução de 100% do imposto de renda devido.
  • Patrocínio ou doação: Empresas podem apoiar com visibilidade (patrocínio) ou sem contrapartida (doação).
  • Marketing cultural: O patrocínio permite associar a marca ao projeto, o que pode gerar retorno institucional e de imagem.

📌 Importante Saber

  • O projeto precisa estar aprovado pelo Ministério da Cultura e com autorização para captação de recursos, como é o caso do projeto de Newton Emediato Filho.
  • O incentivo é feito por meio de depósito direto na conta do projeto, vinculada ao Ministério da Cultura.
  • O apoiador recebe um recibo oficial (Mecenato) que serve como comprovante para dedução fiscal. Em três vias e os recibos irão para o proponente, o investidor e para o Ministério da Cultura – plataforma do Salic - Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à cultura.

📚 Sinopse de Um Menino Que Passou a Ler

·        O livro narra a trajetória de um estudante do ensino fundamental que, inicialmente, se envolve em diversas atividades antipedagógicas dentro e fora da escola. Suas atitudes causam alvoroço na cidade e o levam a um estado de isolamento e baixa autoestima, especialmente em relação à vida acadêmica.

·        Com o tempo, o menino inicia um processo de autocrítica e transformação pessoal. Ele começa a cuidar mais de si, adota novas atitudes e descobre o prazer da leitura literária. Essa descoberta se torna um ponto de virada em sua vida, proporcionando mais qualidade de vida, felicidade na infância e reconexão com sua identidade, amizade e respeito entre os colegas.

·        O livro celebra o poder da leitura como ferramenta de desenvolvimento cognitivo, social e emocional, mostrando como ela pode transformar vidas mesmo em tempos dominados pela tecnologia.

🌟 Exemplos de passagens impactantes (recriados com base na essência do livro)

  • Sobre o despertar para a leitura literária;
  • Sobre o isolamento e a mudança;
  • Sobre a transformação pessoal;
  • Sobre o poder da literatura e de identidade.
  • Contato com o autor ou organizadores: A melhor forma de se envolver diretamente é entrar em contato com Newton Emediato Filho (31) 9823 89329 ou com os responsáveis pela execução do projeto. A página Correio de Minas traz detalhes sobre a aprovação e pode ser um bom ponto de partida.

 📚 Izelino e sua Roça — Projeto Cultural e Socioeducativo - obra folclórica.


Ilustrações de Uendel Assis Dias (UEMG)

Izelino e sua Roça,  é, de fato, um projeto cultural idealizado por Newton Emediato Filho, reconhecido pela Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura do Brasil. O projeto valoriza a cultura rural brasileira, especialmente os saberes, causos, tradições e modos de vida do interior de Minas Gerais.

🎭 Sobre o projeto Izelino e sua Roça

  • Reconhecimento: Aprovado pela Lei Rouanet (Lei de Incentivo à Cultura – Ministério da Cultura);
  • Personagem central: Izelino, um típico morador da roça, que compartilha com humor e sabedoria os saberes do campo, apesar de toda a realidade que o cerca;

· Izelino e sua Roça, uma obra folclórica, é um livro infantojuvenil que mergulha nas paisagens e personagens do interior mineiro com uma linguagem poética e sensível.

Objetivos específicos:

  • Resgatar e preservar a cultura caipira e rural, com foco em personagens típicos, histórias do campo, e expressões populares; uma radiografia pungente da realidade rural brasileira;
  • Confeccionar duzentos livros em braile que serão distribuídos de forma gratuita à Instituições Comunitárias que promovem e a inclusão de deficientes visuais.

Fomento à leitura como prática transformadora para todas as idades.

O projeto propõe a edição de dois mil e quinhentos exemplares do livro, com apresentações em sete cidades mineiras, realizadas em espaços assistenciais e culturais. O objetivo é resgatar manifestações folclóricas do mundo afrodescendente, muitas das quais foram dizimadas de forma indelével no Brasil. Além disso, busca-se despertar o gosto pela leitura como um hábito prazeroso, formando cidadãos críticos e impactando positivamente o desenvolvimento cognitivo, as relações interpessoais e a tomada de decisões. Se conseguirmos a façanha de formar leitores em uma época em que a tecnologia oferece tudo pronto dispensando até mesmo o ato de pensar, teremos alcançado um feito significativo. Somente com o conhecimento e a sensibilidade proporcionados pela leitura é possível enfrentar a aculturação imposta à nossa sociedade pelo mundo globalizado. Soma-se a isso a promoção da acessibilidade, confecção de duzentos livros em braile, e da inclusão de brasileiros, com deficiência ou não, que vivem nas periferias das capitais nacionais.

Sinopse do livro:

   Os costumes, os hábitos, a linguagem e o folclore compunham uma rica        diversidade cultural no Brasil. Os trabalhadores rurais sobreviviam da            agricultura de subsistência, cultivando milho, feijão e arroz. Izelino, protagonista  da história, era colono e morava nas terras do patrão, que lhe cedia uma pequena gleba. Com o uso contínuo, essa terra tornava-se “cansada” e infértil.

   Naquela época, havia uma manifestação cultural tradicional: colocar o “tiborna” na roça descuidada. Antes das festas natalinas, as plantações de milho, feijão e arroz deveriam estar capinadas e bem cuidadas.

   O trabalhador rural que não procedia assim, deixando a roça tomada pelo mato, não escapava da censura da vizinhança. Nesses casos, introduzia-se na roça abandonada o “tiborna”. Este era o boneco, vestido a caráter, recebia nos bolsos versos satíricos escritos pelos vizinhos mais criativos, que zombavam do dono desleixado. Essa manifestação cultural, envolta em poesia, era uma atração e uma forma de diversão para aquela gente nos fins de ano, no sertão profundo. Nos dias de hoje, restam apenas lembranças, casos, dessa tradição do cerrado brasileiro.

   Izelino, afrodescendente, era um trabalhador rural que lutava arduamente, mas em vão, para oferecer melhores condições de vida à família. Após muito esforço, ele e os seus decidiram mudar-se para a capital. Lá, acreditava que, com um bom emprego, poderiam finalmente alcançar uma vida melhor. Imaginava que os filhos teriam acesso à educação, saúde e moradia digna.

  Décadas mais tarde, já ausente do campo, Izelino enviou uma carta a seu antigo patrão.

  A obra pode ser lida pelas crianças, pelos jovens e adultos.

Este projeto não só celebra a cultura do interior mineiro, mas também busca inspirar jovens leitores e fortalecer a identidade regional por meio da literatura. É uma iniciativa que une memória afetiva, educação e arte de forma muito a desenvolver a consciência crítica.

Esse tipo de projeto é fundamental para manter viva a memória cultural do Brasil profundo, especialmente em tempos de urbanização acelerada.

e-mail : newdiato@hotmail.com   

 

No Quilombo da Chacrinha em Belo Vale em Minas Gerais


                                    Ilustrador dos livros Uendel Augusto Assis Dias (UEMG)




O Menino que passou a Ler


                                   Izelino e sua Roça - obra folclórica


sábado, 16 de março de 2024

OS ARGONAUTAS E O BIOMA CERRADO

 



Bem ao amanhecer com sol,

primeiro: café quilombo no terreiro.

- Quiser enxerga; toca; sente; cheira...

A vegetação oculta, quase intacta.

Flutuando entre palavras,

a decifrar mistérios.

Numa velha fazenda de tábuas móveis,

na parede: ancestralidade.

Navegar em espaços subterrâneos!

- Ouve, fala ou silencia...

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

IHGC - INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE CONGONHAS - Carte de um Confrade.

 

Antonio Vicente Vieira - Cadeira nº 3 - Patronesse: Irmã Maria Suzana
Carta ao Confrade Newton Emediato Filho

Quero, em primeiríssimo lugar, lhe dar os parabéns por ter escrito suas estórias ou histórias, como queira chamar. Sei o tanto que é difícil criar um mundo novo.
Passar ao papel branco, ansioso de sua criatividade, suas ideias mais sublimes exige grande esforço e conhecimento, que o caro amigo demonstrou possuir.
Li e reli com muita ansiedade o livro de histórias que Newton publicou - Todos os Dias de Ontem .

Para isso, Newton teve contato com comunidades quilombolas e fazendas tradicionais de Minas. Cada leitura, uma nova visão do conto.
Nesse livro, procura preservar a cultura regional e o faz com muita propriedade.
Valoriza ele as raízes culturais do Alto Paraopeba e a região central de Minas, trazendo histórias das tradições orais dessas regiões.

Newton é um contador de casos maravilhoso.

Personagens como Tango, Bianca, Fabrício, Geralda, o vaqueiro “Sim”, Sacatrapo, entre outras, são personagens que nos proporcionam grande encantamento e deslumbramento.
Nessa oportunidade, recomendo a leitura e aquisição desse livro.

As histórias, o linguajar utilizado, protegem e divulgam as raízes culturais da nossa região e da parte central de Minas.

Parabéns Confrade Newton Emediato Filho por nos proporcionar histórias maravilhosas.
Grande abraço!

Foto: Palestra do Confrade Newton Emediato Filho sobre os 70 anos da comitiva de João Guimarães Rosa pelo sertão mineiro. Auditório da ACLAC - 24/06/2022.